Lote em Terras de Santa Cristina VII

November 23rd, 2007

Vendo ou permuto lote localizado na Estância Turística de Paranapanema, a 266 km da Capital de São Paulo, o Terras de Sta. Cristina - VII oferece total contato com a natureza e o máximo de conforto, unindo os atrativos da praia ao sossego da vida no campo.

Dois clubes completos, administrados pelo SLIM, oferecem inúmeras opções de lazer para crianças e adultos:

- 6 quadras de tênis
· Berçário ·
- Campo de futebol
· Estacionamento para barcos
· Lanchonete
· Piscina para adultos
· Piscina para crianças
· Playground
· Quadra poliesportiva
· Sala de carteado
- Rampa para barcos
· Sala de estar
- Restaurante
· Vôlei de grama
· Salão de jogos
· Vôlei de grama

Terras de Santa Cristina VII, possue:
13.282 lotes residenciais
219 lotes comerciais
Portaria 24 horas
2 clubes construídos
Centro cívico
Centro ecumênico
Viveiro de mudas
1.100.000 m² de áreas verdes
30.445 árvores

Maiores informações, visite: http://momentum.com.br e acesse terras de Santa Cristina VII.


V de vingança

September 24th, 2007

V

Direção: James McTeigue

Roteiro: Andy Wachowski, Larry Wachowski

Baseado na Obra de: Alan Moore (V de Vingança), David Lloyd (V de Vingança)

Elenco: Natalie Portman (Evey), Hugo Weaving (V/William Rookwood), Stephen Rea (Finch), Stephen Fry (Deitrich), John Hurt (Adam Sutler), Tim Pigott-Smith (Creedy), Rupert Graves (Dominic), Roger Allam (Lewis Prothero), Ben Miles (Dascomb), Eddie Marsan (Etheridge)

[Veja os participantes de "V de Vingança"]

Duração: 132 min.

Gênero: Ação/Drama

Aconteceram muitas coisas antes de “V de Vingança” chegar aos cinemas de todo o mundo que contribuíram para que uma nuvem de perspectiva e, ao mesmo tempo, preocupação pairasse na cabeça dos cinéfilos. Primeiro foi Alan Moore, criador ao lado de David Lloyd, da graphic novel, que brigou com a DC Comics por a mesma ter cedido os direitos da revista para às telonas. Depois de “Do Inferno”, “Constantine” e “A Liga Extraordinária”, Moore afirmou que não queria se envolver novamente em uma produção cinematográfica. Além de brigar com o pessoal da DC, Alan Moore também se estressou com Joel Silver (produtor) e os irmãos Wachowski (roteiristas e produtores), que, segundo ele, usaram seu nome e seu suposto endosso somente para vender o projeto para a mídia.
Previsto para estrear em 4 de novembro de 2005 (data símbolo no filme), o longa teve de ser adiado, para março de 2006, para, segundo os produtores, acomodar a agenda de pós-produção. Contudo, corre nos bastidores de Hollywood que o verdadeiro motivo do adiamento do filme teria sido os atentados a bomba ocorridos em Londres em julho de 2005. “V de Vingança” possui cenas em que o protagonista bombardeia a capital inglesa.
Com este bafafá todo com o criador do gibi e com o adiamento, que ainda deixava dúvidas se o filme seria editado em virtude dos atentados na vida real, o longa chegou aos cinemas dividindo expectativas. Ao mesmo tempo que muitos aguardavam pela nova produção dos irmãos Wachowski (“Matrix”), os fãs da graphic novel ficavam preocupados com notícias como sobre troca de atores já durante as filmagens etc. Mas tudo acabou dando certo e “V de Vingança” é um grande filme.
Ambientado numa Inglaterra futurista e totalitária, o longa gira em torno de Evey Hammond (“Natalie Portman”, de “Guerra nas Estrelas” e “Closer - Perto Demais”), uma jovem que é salva de uma situação de vida ou morte por um homem mascarado conhecido pelo codinome V (Hugo Weaving, o Agente Smith de “Matrix”). Ao convocar seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo do tirano Chanceler Sutler (John Hurt, de “Hellboy”), V provoca uma verdadeira revolução. Ao mesmo tempo, Evey, ao buscar entender melhor V, descobre toda força que possui dentro de si.
Orçado em US$ 50 milhões, o que acabou sendo pouco, tendo em vista sua qualidade visual, “V de Vingança” dá uma escorregada ao se afastar um pouco da trama original, principalmente no que diz respeito ao passado de Evey, mas tudo isso só deve ser contestado mesmo pelos mega-fãs do gibi, pois não chegam a incomodar o público em geral. Co-estrelado por Stephen Rea (“Café da Manhã em Plutão” e “Entrevista com o Vampiro”) e Stephen Fry (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”), “V for Vendetta” (no original) conta com 132 minutos que passam voando.
Além de contar com ótimas cenas de ação e com uma seqüência final apoteótica, o longa funciona também como instrumento reflexivo. “O público poderá se aprofunda nos assuntos e idéias complexas que (o filme) explora, sobre a responsabilidade das pessoas pelo poder que confiam ao governo, e que meios são necessários ou aceitáveis para pôr fim à tirania. Levanta muitas questões fascinantes, mas não dá respostas fáceis”, afirmou o produtor Joel Silver. O grande problema de um filme que se propõe a este tipo de reflexão é justamente o fato de que muitos esperam respostas fáceis, como a imprensa norte-americana, que acusa o longa de fazer apologia ao terrorismo. “É possível para um grande estúdio de Hollywood fazer um filme de U$ 50 milhões no qual o herói é um terrorista? Um terrorista que aparece usando um colete de dinamite de um homem-bomba, que adota como lema, debaixo de uma máscara de madeira que ele nunca tira, ‘explodir um prédio pode mudar o mundo’?”, questionou a conceituada revista Time. Isso tudo não passa de uma interpretação fácil de quem não quer refletir. Talvez a imprensa dos Estados Unidos tenha se incomodado com a forma em que a cumplicidade dos meios de comunicação é demonstrada como fundamental para a predominância de um governo que não representa a população.
Dirigido por James McTeigue, “V de Vingança” não é a melhor adaptação de quadrinhos já realizada, mas possui méritos indiscutíveis, como o que diz respeito à sua trilha sonora, que vai desde a “Abertura 1812”, de Tchaikovsk, passando pelo rock ‘n’ roll dos Rolling Stones, e chegando à bossa nova de Tom Jobim, com “Garota de Ipanema” e “Corcovado”. Também se deve destacar às referências à Shakespeare, com V recitando “Macbeth” e “Noite de Reis”, e ao clássico “O Conde de Monte Cristo” (referência esta que já existia nos gibis de Moore e Lloyd).
Criado como uma crítica ao ultraconservadorismo do governo de Margareth Thatcher, a graphic novel teve sua adaptação no momento mais oportuno, tendo em vista as atitudes recentes dos governos de Tony Blair e George W. Bush. Não perca!


Ambos na solidão

September 3rd, 2007

Levanto, abro os olhos, ao redor, silêncio
O vazio convida a tristeza
- Entra, és convidada, senta

Aceito, me ofereça um trago
Uma bebida, e fico mais um bocado

Fica, contigo me sinto escravo
Alforia não desejo, dispenso, prefiro um beijo
Teu, gélido e insensivel, fatal

A você eu obedeço e me ofereço
Me perco neste vazio silencioso
Casal mais perfeito desconheço

Eu, tristeza de seu coração
Você, vazio de minha alma
Ambos, juntos, brindemos a nossa solidão

Este texto não foi dedicado a ninguém, nem foi escrito pensando em alguém. Que fique claro.